Entretenimento

É que orgulho que apresento a você o OBA! – Oficinas para Brincar de Arte

Já faz um tempo que eu não aparecia por aqui, mas posso garantir que foi por um excelente motivo! É com muito  prazer e orgulho que apresento a você o projeto mais lindo do ano: OBA! Oficinas para Brincar de Arte!

O ateliê Love to Keep fez uma parceria incrível com a Maria Margarida Doces e com o Rogério Souza Fotografia. Nosso objetivo é unir nossas paixões e oferecer aos nossos clientes algo diferente que envolvesse artesanato, doces e fotografia.

A combinação dessas três áreas só podia render coisa boa ão é mesmo? E assim nasceu o OBA!

Juntos, oferecemos um menu de oficinas interativas e divertidas, para diversas faixas etárias. Então agora, você pode dar aquele toque especial no seu evento (pode ser um aniversário, um chá de bebê ou de panela, uma celebração pela vida entre amigos, entre moradores de um condomínio e até mesmo uma interação no ambiente de trabalho). A gente te ajuda a elaborar um evento com cara de home made, mas com toque refinado e acabamento diferenciado!

Adaptamos nossas atividades e nossos serviços às suas necessidades e criamos um evento do seu jeito, personalizado e lindo!

A primeira edição do OBA! foi um evento especial para o Dia dos Pais e foi encomendado por um condomínio. A ideia foi promover um momento de interação entre os maradores e fazer uma homenagem aos papais uma semana antes da data. O tema da festa foi BIGODES!

Preparamos uma decoração especial, produzimos doces e bolo, realizamos oficinas de scrapbooking e confeitaria. Foi uma festa muito legal! Quem participou levou para casa o presente do papai prontinho, ganhou mimos e, via sorteio garantiu, um bolo e um ensaio fotográfico infantil! Entre outras surpresas …

O Love to Keep ficou responsável por toda parte de decoração em papel, lembrancinhas personalizadas e também pela oficina de Scrapbooking. Dá só uma olhada na mesa e nos detalhes da decoração! Puro carinho!

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Além dessas delícias, tivemos atividades super diferentes. Uma delas foi a oficina de scrapbooking.  Os participantes conheceram um pouco mais sobre a técnica e aprenderam a montar um mini álbum sanfonado para dar de presente ao papai.

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As crianças menores contaram com o apoio da mamãe ou do papai e a família inteira se divertiu! Olha só que bagunça gostosa!!!

Oficina de Scrapbooking

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Para os menorzinhos, a atração foi a oficina de confeitaria. Eles aprenderam a rechear e a decorar mini cupcakes. Dá pra imaginar a delícia que foi?! Eles amaram!

Oficina de Decoração de Cupcakes

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Tudo isso foi feito por essa equipe aí de baixo!

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Quer saber? Na nossa fanpage, você pode conhecer todos os detalhes desse projeto incrível! Caso você precise de mais informações, entre em contato com a gente pelo e-mail oba.oficinas @gmail.com ou contato@lovetokeep.com!

O Love to Keep continua com sua produção normalmente, ok? Além dos projetos personalizados e sob encomenda, você também pode adquirir peças para pronta entrega na nossa loja online.

Então é isso! Espero que você tenha gostado da novidade!

Parceria entre Love to Keep e a Menina que Indica Livros. Por que amamos ler e contar histórias!!!

No último domingo o Love to Keep teve a felicidade e o prazer de participar do 4º Piquenique Literário, um encontro muito especial, promovido pela Catarina,  A Menina que Indica Livros. A Cacá, como gosta de ser chamada, começou a postar no Facebook, em 2014, vídeos com os livros que gostava e que com certeza indicaria para amigos e familiares.

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Hoje, ela já é referência na região onde mora e promove um Piquenique Literário muito legal! O encontro é realizado em parques e espaços ao ar livre. Lá, as crianças podem ler os livros no local ou emprestá-los. Tem atividades como roda de leituras, brincadeiras e sorteios. Além de ser uma iniciativa incrível de incentivo à leitura, as famílias e as crianças fazem amigos e têm um momento de confraternização super especial!

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Eu já participava com minha filha, que adora esse tipo de atividade e, agora, também participo como parceira, com o Love to Keep. Afinal, tenho algo em comum com esse projeto: o amor por ler e contar histórias!

Para a quarta edição do Piquenique Literário, eu produzi duas peças que foram sorteadas para os participantes e uma terceira, personalizada, de presente para a Cacá!

Hoje, vou mostrar pra vocês o que eu fiz para a Catarina! Um mini álbum com porta-CD. Com páginas internas costuradas a mão, capa personalizada e um envelope no final para guardar um CD ou outras coisas que ela queira armazenar como bilhetinhos e cartinhas.

A ideia é mesclar, nas páginas internas, imagens e textos, registrando momentos e pensamentos dela diante dessa experiência tão diferente e marcante em em sua vida!

Foi muito gostoso poder colaborar com esse projeto tão importante para as crianças, afinal, é por meio das páginas de um livro que a gente pode descobrir o mundo e viver grandes aventuras, não é mesmo?

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Ponto de Mutação – O filme

Abaixo, trechos do filme “O Ponto de Mutação”, dirigido por Bernt Capra, baseado no livro homônimo do físico austríaco Fritjof Capra, que reproduzem o diáologo entre uma cientista, um candidato democrata à presidência dos EUA e um poeta.

Esse filme foi muito importante pra mim, me apresentou a Semiótica, uma teoria que mudou a maneira de eu refletir sobre todas as coisas.

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O Ponto de Mutação
“Perdoem-me, mas vocês, políticos, dificultam as coisas. As idéias da maioria de vocês, de direita ou de esquerda, parecem-me antiqüadas e mecânicas como um relógio. Para me explicar, eu preciso retroceder até Descartes, que foi o primeiro arquiteto da visão do mundo como relógio. Uma visão mecanicista que ainda domina especialmente vocês. É como se a natureza funcionasse feito um relógio. Vocês a desmontam, a reduzem a um monte de peças simples e fáceis de entender, analisam-nas e, aí, pensam que passam a entender o todo.

Mas não foi sempre assim. Não antes de Descartes. Quando ele introduziu isso, provocou uma ruptura revolucionária com a Igreja. Descartes queria saber como o mundo funcionava sem a ajuda do Papa, pois para ele, o mundo era só uma máquina. Aí Descartes ficou fascinado pela máquina do relógio e fez dele a sua principal metáfora: ‘vejo o corpo como nada mais que uma máquina’. Um homem saudável é um relógio bem-feito, e um doente, um relógio malfeito. E funciona tão bem que os cientistas passaram a acreditar que todos os seres vivos, plantas, animais, nós, não passamos de máquinas, e isto é falso. Isto tomou conta de tudo: arte, política etc.

Mas os tempos mudaram Precisamos de uma nova maneira de entender a vida. A ciência já passou o pensamento mecanicista. Mas vocês, políticos, parecem ainda ter essa máquina dentro de suas cabeças.

A grande dívida – Bem, tomemos o problema da superpopulação. Nós não o resolveremos olhando as formas de contracepção isoladamente. Pesquisas demonstram que o contraceptivo mais eficaz são ganhos econômicos e sociais que reduziriam as famílias grandes.

Vocês sabiam que, no mundo todo, todo dia 40 mil crianças morrem de desnutrição e doenças evitáveis? Quase a todo segundo?

Mas estas curtas vidas não podem ser vistas isoladamente. Elas são parte de um sistema maior, que envolve a economia, o meio ambiente, e sobretudo à grande dívida do Terceiro Mundo.

O fardo dos empréstimos frenéticos não recai sobre quem tem contas no estrangeiro ou empresas, mas sim sobre os que já não têm nada! Há três anos, um presidente perguntou: ‘Crianças devem passar fome para pagarmos a dívida?’

Tal pergunta foi respondida na prática, e a resposta foi ‘sim’, porque, desde então, milhares de crianças do Terceiro Mundo deram a vida delas para pagar a dívida de seus países e outros milhões pagam os juros com corpos e mentes subnutridos.

O Brasil, por exemplo. Vocês sabiam que lá eles destroem a Floresta Amazônica à razão de um campo de futebol por segundo?

Por quê? Tentam pagar a dívida nacional com o gado e as terras. Nem têm tempo para vender a madeira! Põem fogo na floresta! E o desmatamento é uma das causas principais do efeito estufa na atmosfera. Enquanto isto, nós gastamos na corrida armamentista!

Como vêem, vocês não podem olhar em separado os problemas globais tentando entendê-los e resolvê-los. Claro que podem consertar uma peça, mas ela vai quebrar de novo em um segundo, porque se ignorou o que se conecta a ela. Precisamos mudar tudo de uma vez, ao mesmo tempo. Os ideais, as instituições, os valores.

Todas essas novas tecnologias, comunicações e banco de dados causam mais problemas do que os resolvem A medicina, por exemplo, avançou espantosamenteem tecnologia, mas o seu custo subiu igualmente. Tornou-se medicina para ricos. E a saúde pública não melhorou muito, embora pudesse melhorar se apenas mudássemos nossos hábitos alimentares.

Em vez disso, especialistas pensam em corações artificiais. Se nossa agricultura nos alimentasse melhor, em vez de desmatar a Amazônia para criar gado que tem carne vermelha e é uma das principais causas dos enfartes, talvez não gastássemos tanto dinheiro com corações artificiais. E por aí vai. São só alguns exemplos de conexões.

Outro princípio
A questão política é: ‘Como começar?’ Mudando nossa maneira de ver o mundo. Vocês ainda procuram a peça certa para consertar primeiro. Não vêem que todos os problemas são fragmentos de uma só crise, uma crise de percepção.

A medicina mecanicista, por exemplo, tem tido sucesso até certo ponto, pois simplesmente bloqueia os mecanismos da doença E isso não é curar. É como na política. Apenas mudam-se os problemas de lugar. Os sistemas não encorajam a prevenção, só a intervenção.

Não quero condenar o pensamento de Descartes, mas só reconhecer suas limitações. Ver o mundo como uma máquina pode ter sido útil por 300 anos, mas essa percepção, hoje, além de errada, na verdade é nociva.

Precisamos de uma nova visão do mundo. O mundo muda mais rápido que a percepção das pessoas. Não seria um grande desafio político pular o abismo, informar, permitir que nos sintamos responsáveis? O povo nem confia mais em vocês, políticos. Na última eleição, só 50% deram-se ao trabalho de votar.

A ciência moderna, a tecnologia e os negócios não fizeram o que Bacon sugeriu: torturar o nosso planeta? Não podemos mais nos esquivar. Não podemos correr o risco. As marés estão diminuindo, talvez por causa do lixo jogado na baía, ou dos fertilizantes. Lagos podem morrer, oceanos inteiros ficam poluídos, o solo, as florestas, as águas, envenenados, mortos! As coisas mudam tão rápido nas mãos do homem. A natureza se fragiliza, a chuva toma-se ácida.

Há dois grandes princípios em todo ser vivo: o masculino, que é dominador, agressivo, seja lá o que for; e o feminino, que é nutriente, gentil! Esses princípios costumavam estar equilibrados e, agora, o homem criou ferramentas e armas fisicas e intelectuais para desequilibrá-los completamente! Demos ferramentas mecanicistas às pessoas sedentas de poder! Estou dizendo que vocês, homens, perderam o controle! E vocês, eu, todos nós somos as vítimas. Então qual é o risco ou o erro em darem uma chance a outro princípio?

Pensamento ecológico
Toda manhã eu tento entender a linguagem da natureza: ‘As pedras falam, e eu me calo’. Gosto de escrever isso, a que eu chamo de ‘pensamento ecológico’, em oposição ao pensamento cartesiano. Gostaria de propor um novo modo de ver as coisas, que nos ajudasse a superar esta crise de percepção.

Descobri que pensar de maneira ecológica simplesmente faz mais sentido. Dá uma compreensão mais firme da realidade, dá força. Saber é poder, sim, mas no sentido de poder pessoal, e não do velho impulso masculino de ter poder sobre outros.

Foi Isaac Newton, na verdade, que o concretizou, que o transformou em teoria científica, em poder. Veneravam Newton quase como a um Deus, reduzindo todo fenômeno físico ao movimento de partículas causado pela força da gravidade. Ele conseguia descrever o efeito exato da gravidade em qualquer objeto, com equações precisas. Chamadas de Leis do Movimento, elas são o maior feito da ciência no século XVII.

Bem, nas mãos certas, ou melhor, nas mentes certas tais equações funcionavam lindamente. Eu poderia usar as leis de Newton para explicar cada movimento. Era um feito tão incrível para a época, que essas leis logo foram adoradas como a teoria correta da realidade, as leis finais da natureza.

O sonho cartesiano do mundo como uma máquina perfeita tornara-se um fato consumado. Isto trouxe inúmeros benefícios às pessoas. Elas podiam fazer coisas com as quais nem sonhavam antes. Era irresistível e, claro, a velha noção do mundo como um ser vivo, sumiu do mapa.

Lembrem-se de que todos os conceitos newtonianos baseavam-se em coisas que podiam ser vistas ou ao menos visualizadas. Mas o que estavam descobrindo neste mundo estranho e novo eram conceitos que não podiam mais ser visualizados.

Ao se depararem com os absurdos fenômenos da física atômica tiveram de admitir que não tinham uma linguagem, nem mesmo uma forma adequada de pensar nas novas descobertas. Foram obrigados a pensar em conceitos radicalmente novos. Para entender porque a matéria é tão sólida precisavam desafiar até as idéias convencionais sobre a existência da matéria, e após muitos anos de frustrações tiveram de admitir que a matéria não existe com certeza e em lugares definidos, mas sim, mostra tendência a existir. Em linguagem científica, não falamos em tendências, falamos em probabilidades. Todas as partículas subatômicas, elétrons, prótons e nêutrons, manifestam essa estranha existência entre potencialidade e realidade. Então, no nível subatômico não há objetos sólidos. Portanto o que toma a rocha sólida, vai além do poder da nossa imaginação. Não posso explicar isto visualmente a vocês, e sim usar equações. Não há metáforas possíveis. ‘Se as portas da percepção se abrissem , tudo pareceria como é’, disse William Blake.

Ética universal
A vida é um monte de padrões de probabilidades de conexões. Essas probabilidades não são probabilidades de coisas e, sim, probabilidades de conexões. Uma partícula é, essencialmente, um conjunto de relações que se estendem para se conectarem à outras coisas. Conexões de outras coisas, mas que também são conexões, e assim por diante. Na física atômica, nunca se tem objetos. A natureza essencial da matéria não está nos objetos, mas nas conexões.

A essência do acorde está nas relações. É a relação entre a duração e a freqüência que compõe a melodia. As relações formam a música. As relações formam a matéria. Esta visão do universo feito de harmonia de sons e relações não é uma descoberta nova. Os físicos estão apenas provando que o que chamamos de objeto, átomo, molécula ou partícula, é só uma aproximação, uma metáfora No nível subatômico, há uma troca contínua de matéria e energia Somos todos parte de uma teia inseparável de relações.

Assim como a luz, muitas outras partículas de alta energia, os raios cósmicos, bombardeiam a Terra. Todas essas partículas colidem com o ar e criam mais partículas, interagem, criam e destroem outras partículas, e nós estamos no meio da dança cósmica de criação e destruição. Todos nós, todo o tempo.

Sabiam que nunca falamos de responsabilidade na universidade, nem nunca discutimos ética no meu tempo?

Nunca nos ensinaram valores morais. Ninguém nos impôs a sabedoria dos índios americanos que tomavam todas as decisões pensando na sétima geração. Nunca nos ensinaram a pensar no futuro assim. A ciência pura não existe mais! O cientista não se tranca em seu laboratório e escolhe o assunto que mais o fascina. A ciência é cara, e o Pentágono, que paga a maior parte dela, é que decide o que é fascinante. 70% da pesquisa científica nos EUA, atualmente, é paga pelos militares.

Partido verde
Pacifistas, ambientalistas, feministas, veteranos, eles foram todos para o Partido Verde, o que mostra que o pensamento ecológico está ficando mais forte. As pessoas vêem o quadro geral, vêem que as questões estão relacionadas.

Acho que lidamos com um processo histórico tão profundo que nem os americanos resistirão muito.

Quando olho para o campo científico, vejo um padrão, a mesma noção holística surgindo. Pensar em processos, e não em estruturas. Isto está acontecendo nos EUA também. Quando algo toma conta do meio cientifico, espalha-se para todo o canto, quer nós gostemos, quer não.

Estou tentando fazê-los aceitar uma visão, mas vocês, políticos, só estão interessados na embalagem. Acho que enquanto continuar a ver as coisas nessa velha ótica patriarcal, cartesiana, newtoniana, vocês deixarão de ver o mundo como ele realmente é. Vocês, eu, todos nós precisamos de uma nova visão do mundo, e de uma ciência mais abrangente para nos apoiar.

Há uma teoria surgindo agora que coloca todas as idéias ecológicas de que falamos numa estrutura científica coesa e coerente. Nós a chamamos de Teoria dos Sistemas, dos Sistemas Vivos. Todos os seres vivos, bem como os sistemas sociais e os ecossistemas. Essa teoria ajudaria muito na compreensão das ciências que lidam com a vida. Isto é ciência, e muitos cientistas, incluindo alguns prêmios Nobel, têm trabalhado nestas idéias. Isto é ciência , mas de um tipo novo. Em vez de picotar as coisas, ela olha para os sistemas vivos como um todo.

Um cartesiano olharia para uma árvore e a dissecaria, mas aí ele jamais entenderia a natureza da árvore. Um pensador de sistemas veria as trocas sazonais entre a árvore e a terra, entre a terra e o céu. Ele veria o ciclo anual que é como uma gigantesca respiração que a Terra realiza com suas florestas, dando-nos o oxigênio .0 sopro da vida, ligando a Terra ao céu e nós ao Universo. Um pensador de sistemas veria a vida da árvore somente em relação à vida de toda floresta Ele veria a árvore como o habitat de pássaros, o lar de insetos. Já se vocês, políticos, tentarem entender a árvore como algo isolado, ficariam intrigado com os milhões de frutos que produz na vida, pois só uma ou duas árvores resultarão deles. Mas se vocês virem a árvore como um membro de um sistema vivo maior, tal abundância de frutos fará sentido, pois centenas de animais e aves sobreviverão graças a eles.

Interdependência
A árvore também não sobrevive sozinha. Para tirar água do solo, ela precisa dos fungos que crescem na raiz. O fungo precisa da raiz e a raiz do fungo. Se um morrer, o outro morre também. Há milhões de relações como esta no mundo, cada uma envolvendo uma interdependência

A teoria dos sistemas reconhece esta teia de relações, como a essência de todas as coisas vivas. Só um desinformado chamaria tal noção de ingênua ou romântica, porque a dependência comum a todos nós é um fato científico. Uma teia de relações. Sim, mas desta vez é a própria teia da vida

A teoria dos sistemas realmente dá o perfil de uma resposta àquela questão eterna: o que é a vida?

Na linguagem dos sistemas, a resposta seria que a essência da vida é a auto-organização. E significa algo específico, também. Significa que um sistema vivo se mantém, se renova e se transcende sozinho. Um sistema vivo, embora dependa do ambiente, não é determinado por ele. Os campos de centeio nesta ilha francesa deveriam ser verdes o ano inteiro, por causa das chuvas. Mas todo verão eles ficam amarelos. Por quê ? Para usar uma metáfora, cada planta se ‘1embra’ que surgiu no clima seco do sul da Ásia. Ela ‘lembra’, e nem o clima muito diferente muda este mecanismo. Ela se mantém e se organiza sozinha.

Nós, por exemplo, como todo ser vivo, nos renovamos sempre em ciclos contínuos. Bem mais rápido do que imaginam Sabiam que o pâncreas humano substitui a maior parte de suas células a cada 24 horas? Acordamos com um pâncreas novo todos os dias e uma nova mucosa gástrica também. Nossa pele descama à razão de milhares de células por minuto. Sabiam que a maior parte do pó das nossas casas é só pele morta?

Ao mesmo tempo que as células mortas caem, um igual número se divide e forma a nova pele. Assim a vida se renova. Embora as células sejam trocadas, reconhecermos um ao outro porque o padrão de nossa organização continua o mesmo. Esta é uma das características importantes da vida: mudança estrutural continua, mas estabilidade nos padrões de organização do sistema E há a autotranscendência.

A auto-organização não consiste apenas nos sistemas vivos se manterem e se renovarem continuamente. Significa também que têm uma tendência a se transcenderem, a se estenderem, e a criarem novas formas. Esta para mim, é uma das partes mais emocionantes de entender a vida A dinâmica evolutiva básica da vida não é a adaptação. É a criatividade. A criatividade é um elemento básico da evolução. Cada organismo vivo tem potencial para a criatividade, para surpreender e transcender a si mesmo. Para criar beleza também Evolução é muito mais do que adaptação ao meio ambiente. 0 que é o meio ambiente senão um sistema vivo, que evolui e se adapta criativamente?

Então, quem se adapta a quem?

Um se adapta ao outro. Eles coevoluem. A evolução é uma dança em progresso, uma conversa em progresso.

‘Não evoluímos no planeta, evoluímos com o planeta’.

Então, não seria extraordinário e poderoso se pudesse introduzir só essa idéia no diálogo político?
A questão central é a busca obsessiva do crescimento! Isso precisa parar.

Para começar, é dando importância à próxima geração e à seguinte. Foi só quando não as incluímos em nossas teorias científicas e na busca do crescimento, que colocamos toda a vida em perigo.

Pensem apenas no fato horripilante de estarmos deixando para nossos filhos o mais venenoso dos detritos: o plutônio! Ele continuará venenoso até a próxima geração, e a seguinte. Continuará venenoso por meio milhão de anos!

Nunca deveríamos ter aceitado a teoria de que saber é poder, nem a idéia de que o que é bom para a GM é bom para os EUA!

Precisamos de uma sociedade sustentável, em que nossas necessidades sejam satisfeitas sem diminuir as possibilidades da próxima geração!”

Fonte: Via Moderna

O “cheiro do ralo” é seu, é seu sim!

O que importa é que o cheiro do ralo desapareça, desde que a merda não volte para seu banheiro!

Importa também a bunda! Ah, a única coisa desejada é a bunda.

Desde que não pensem que o cheiro que sai do ralo é meu, qualquer negócio tá valendo.

Este é o retrato do mundo real! Perfeito.

O filme é brasileiro. E muito bom.
Lourenço é insuportável. Ele trabalha comprando objetos usados de pessoas que na maior parte do tempo estão desesperadas por dinheiro. Ele não sente nenhuma pena. Está a todo momento ,manipulando cada um dos seus clientes.
Sua vida começa a perder o rumo quando ele se apaixona por uma bunda.

Baseado no romance homônimo do escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli, o filme de Heitor Dahlia foi eleito pelo júri o melhor da 30ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo e foi elogiado no festival de Sundance. Para o diretor, o sucesso mesmo antes da estréia se explica pelo humor cruel da história:

– Lourenço é um personagem que não tem muito caráter, que usa todo mundo que entra na loja dele. Mas ele faz isso de modo tão divertido que faz as pessoas rirem.

Para o diretor, o cheiro do ralo é “aquele lugar que todo mundo tem escondido, aquelas coisas obscuras do ser humano”.

Vale a pena assistir e refletir.

Precisamos de uma nova maneira de entender o mundo

O século 21 acumula muitas mudanças. Temos hoje a possibilidade de nos conectar com uma rede virtual de qualquer lugar do planeta a qualquer hora e a partir dessa rede podemos falar, encaminhar mensagens e arquivos, ver vídeos, jogar e até simular um outro mundo – este com ares e principalmente dinheiro real, muito real.

Há 50 anos o homem pisou na lua. Conheceu o universo. Explorou o conhecimento e por meio da ciência descobriu e inventou uma gama infinita de remédios, aparelhos eletrônicos, construções, etc. Dizem por aí que a sociedade contemporânea construiu de fato um novo mundo: o virtual.

Hoje, 11,6 milhões de internautas brasileiros passa em média 30 horas por mês em frente ao computador! Incrível não é?

Mas ao mesmo tempo, vemos notícias nos jornais como:

“30% das espécies do planeta enfrentam risco crescente de desaparecerem se a temperatura global aumentar 2ºC acima da média dos anos 80 e 90”

“O mundo tem 195,2 milhões de desempregados, o equivalente a 6,3% de sua força de trabalho”

“De acordo com um levantamento da ONU, 24 mil pessoas morrem diariamente devido a fome e outras 100 mil devido a causas relacionadas com a desnutrição, o que eleva o número total de vítimas anuais a mais de 45 milhões”

“Desde o lançamento do primeiro satélite no espaço até hoje, a humanidade já colocou 5 mil toneladas de lixo em órbita!”

Pois bem, não sei ou melhor não entendo bem o que se passa com as pessoas. O tempo passa e poucos compreendem que a mudança necessária não são em partes pontuais e sim em todo ciclo de existência de uma uma vez só!

Apesar de toda a evolução, o homem continua seguindo o raciocínio mecanicista do século XVIII. O mundo, ou melhor a natureza não é uma máquina e não funciona como um antigo relógio como acreditava Descartes!

A maioria das descobertas humanas estão causando muito mais problemas do que solucionando crises. Ao invés de focarmos em prevenções, ocupamos todo o nosso tempo procurando a parte exata para consertá-lo e não vemos que ela faz parte de um problema maior, de uma crise de percepção do homem moderno!

Pegamos o exemplo da Natureza da Árvore

Um cartesiano olharia para a árvore e a dissecaria, mas ele jamais entenderia a natureza da árvore. Um pensador de sistemas olharia a árvore e veria as trocas sazonais entre a árvore e a terra, entre a terra e o céu. Ele veria o ciclo anual que é como uma gigantesca respiração que a Terra realiza com suas florestas, dando-nos oxigênio. O sopro da Vida, ligando a Terra ao céu e nós ao universo.

Um pensador de sistemas veria a vida da árvore somente em relação à vida da floresta inteira. Ele veria a árvore como habitat de pássaros, o lar de insetos…

Mas se você tentar entender a árvore como algo isolado, ficaria intrigado com os milhões de frutos que ela produz na vida, pois só uma ou duas árvores vão crescer a partir desses frutos.

Já se você ver a árvore como um membro de um sistema vivo maior tal abundância de frutos fará sentido, pois centenas e centenas de animais e aves sobreviverão graças a eles. Interdependência. E a árvore também não sobrevive sozinha.

Para tirar água do solo, ela precisa dos fungos que crescem na raiz. Para sobreviver o fungo precisa da raiz e a raiz precisa do fungo. Se um morrer, o outro morre. E há milhões de relações como essa no mundo, cada uma envolvendo uma interdependência. A teoria dos sistemas reconhece esta teia de relações como a essência de todas as coisas vivas.

Só um desinformado chamaria tal noção de ingênua ou romântica, porque a dependência que todos nós compartilhamos é um fato científico”, Sônia em o Ponto de Mutação.

A idéia é: Fazemos parte de uma teia de relações!

O mundo mudou e precisamos mudar com ele. Ele é um circulo onde todas as coisas estão interligadas, conectadas! Qualquer ação interfere numa série de outras ligações.

Só com uma mudança do todo, conseguiremos provocar uma mudança com resultados preventivos e não intervencionais.

Tudo é uma questão de escolha, qual é a sua?